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Tonico Magalhães
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   Tonico Magalhães
 
Antonio Carlos Magalhães (Tonico Magalhães)
Geólogo, montanhista e ambientalista

Em 2010 com 51 anos, natural do Rio de Janeiro – RJ, reside desde 1985 em Belo Horizonte – MG, onde trabalha. Pratica montanhismo e escalada há 35 anos.
Geólogo com 29 anos de formado pela UFRJ, mestre em ciências (Msc), sócio-diretor e fundador de conceituada empresa do ramo de engenharia consultiva. É especialista em estabilidade de encostas naturais e de escavação, além de projetos ambientais e minerais. Trabalha extensivamente em projetos que envolvem grande responsabilidade no tocante à segurança geotécnica de taludes de grande porte e barragens, tendo como principais clientes as grandes empresas mineradoras do país.
Tem marcante formação e atuação ambientalista amadora ao longo de toda sua vida. Foi um dos responsáveis pela criação da APA (Área de Proteção Ambiental) do Morro da Pedreira nas imediações da Serra do Cipó em Minas Gerais, considerada uma das maiores APAs Federais do país, possuidora de notáveis cavernas e um dos melhores, e mais famosos, centros de escalada em rocha.
 Foi também criador das seguintes APAs municipais: Serra das Cambotas – Barão de Cocais – MG  e Água Limpa – Caeté – MG (possuidoras da única extensa floresta de canelas-de-ema gigantes do país) e Pedra Branca – Caeté – MG (que abriga um notável centro de escalada da região metropolitana de Belo Horizonte).
Recentemente delimitou a já criada APA municipal Pontões de Jacinto – MG (baixo vale do rio Jequitinhonha), região do último reduto de grandes montanhas não escaladas do país (mais de 100 cumes virgens), que possui incrível relevância para ser transformada em Parque Nacional ou Estadual, coisa que, surpreendentemente, ainda não aconteceu, apesar da luta de muitos amantes do local. 
Morando desde 1985 em Belo Horizonte, pode ser considerado com o precursor da atual geração de escaladores da cidade, tendo difundido a escalada numa fase em que o esporte estava extinto no local. Naquela época, entrou para o NAE (Núcleo de Atividades Espeleológicas), explorando e descobrindo cavernas e principalmente criando o Departamento de Escalada do clube, de onde sairam os primeiros escaladores da atual geração, tais como Júlio César Cardoso (Julinho), André Jack, Guilherme "Bub" Koepel, Rodrigo Tinoco, dentre outros.

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É pioneiro e descobridor de inúmeros famosos centros de escalada do país, com destaque para: Morro da Pedreira (Serra do Cipó – MG), Serra do Lenheiro ( São João Del Rei – MG), Pedra Branca (Caeté – MG), Fortaleza, Pedra Pintada e Parede do Peti (Barão de Cocais – MG), Paredes de Aço (Ferros – MG), Casa Branca ( Brumadinho – MG), Aderências de Timóteo – MG, Pontões de Jacinto / Rubim – MG, Fendas de Guaratiba (Rio de Janeiro – RJ), Parede dos Ácidos (Rio de Janeiro – RJ) e Contraforte do Pão-de-Açúcar (Rio de Janeiro – RJ). 
Já realizou mais de 2500 excursões, é conquistador de mais de 370 vias em rocha (totalizando de forma somada cerca de 26.000 metros), 56 cumes virgens e já escalou picos nevados ou de alta montanha, alguns com mais de 6000 m, incluindo Andes, Alpes, Pirineus e Antártica.

É pioneiro na utilização de nuts no Brasil, tendo conquistado uma das primeiras vias esportivas em móvel (Fissura Tropical – 1979 - VIsup) com José Luiz Losada e uma das primeiras big-walls móvel (Chaminé Macacu – 1981 – 400m – 6 VI E4) com Ricardo de Moraes.


A escalada é uma atividade de risco que pode envolver acidentes graves ou mesmo
a morte do praticante. Ao escalar você deve procurar antes um guia habilitado ou um clube excursionista sério para o necessario treinamento. Lembre-se que é de sua inteira responsabilidade aventurar-se na montanha.

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